Projeto selecionado via edital municipal da Lei Aldir Blanc será exibido no Clube de Cinema de Marília no dia 16 de dezembro, com intérprete de libras.
O curta-metragem documental “Eu Existo – um olhar sobre a realidade mariliense” terá sua primeira exibição pública no dia 16 de dezembro, terça-feira, às 20h, na Sala de Projeção do Clube de Cinema de Marília “Emílio Peduti Filho”, localizada no Complexo Cultural Braz Alécio, na avenida Sampaio Vidal, 245, no piso superior. A entrada é gratuita, sujeita à lotação do espaço, e a classificação é livre. A sessão contará com intérprete de Libras.
Dirigido por Raissa Guinda, o filme nasceu de uma pesquisa sobre as possibilidades de inserção no mercado de trabalho para mulheres travestis e transexuais na cidade. A obra acompanha a trajetória de quatro mulheres – Ashley Blossom, Chris Zanelatti, Teresza e Carool Goveia – que, entre sonhos, afetos e silêncios, desenham seus próprios modos de existir em um cenário de contrastes. O documentário compõe um retrato íntimo de um território que oscila entre abertura e resistência, destacando a potência de viver onde a diferença ainda enfrenta barreiras, mas persiste em transcender.
A produção é uma realização da LUX Arte Produções, de Carolina Montoro, em parceria com a Casa Bonfim Arte e Cultura. O projeto contou com consultoria de roteiro de Teresza, direção de arte de Calu Monteiro, edição de Carlos Eduardo Carvalho e captação de imagens de Daiana Crepaldi, Gustavo Dutra e Breno Campos (PlanoB). A equipe ainda inclui assistentes de produção, making of, still e maquiagem.
Sobre o financiamento e apoios
“Eu Existo” foi um dos projetos selecionados no Chamamento Público nº 06/2024 – Fomento à Execução de Ações Culturais da Prefeitura Municipal de Marília, que utiliza recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB – Lei nº 14.399/2022). Inicialmente classificado como suplente, o projeto foi posteriormente habilitado e selecionado para execução com o apoio do edital municipal.
Além do fomento público, a iniciativa recebeu apoio e colaboração de entidades como o Coletivo Arco-Íris, a Miss Marília da Diversidade, a Casa Bonfim Arte e Cultura, o Clube de Cinema de Marília e as secretarias municipais de Saúde e Cultura.
A pré-estreia marca a culminância de um processo que combina pesquisa, arte e política pública, trazendo para as telas uma narrativa sensível e necessária sobre existência, diversidade e resistência na região.









