Caso ocorreu na noite desta sexta; além de violência doméstica e ameaça, homem resistiu à prisão e simulou estar sendo agredido pela polícia.
Um caso de violência doméstica com cenas de intensa tensão terminou com a prisão de um homem na noite desta sexta-feira, 10 de outubro, em Echaporã. O indivíduo foi detido em flagrante pelos policiais militares do 9° Batalhão por uma série de crimes, incluindo agressão, ameaça, injúria e resistência à prisão.
O episódio começou por volta das 23h, quando o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) recebeu uma informação de que um homem estaria agredindo sua companheira, que gritava por socorro. Ao chegarem ao local, os policiais confirmaram a gravidade da situação do lado de dentro da residência. Eles ouviam uma mulher, claramente em pânico, suplicando para não ser agredida e, em outros momentos, gritando por ajuda.
Ao entrarem na casa e visualizarem a cena através de uma janela, os militares constataram que o homem segurava a vítima contra a sua vontade. Ordenaram que ele parasse imediatamente e se aproximasse. Questionado, o acusado limitou-se a negar as agressões.
A cena era ainda mais chocante porque a mulher segurava nos braços o filho do casal, uma criança de apenas 2 anos, que chorava compulsivamente. Foi então que a vítima pôde relatar o calvário que havia vivido. Ela contou que, durante todo o dia, foi submetida a ofensas, empurrões e ameaças de morte pelo companheiro.
A situação escalou quando ele, sob efeito de drogas, conforme relatos da vítima, pegou uma faca e ameaçou de morte tanto ela quanto a criança, apontando a arma para ambos. Ela ainda detalhou que o agressor simulou gestos de socos e chutes contra ela enquanto ela segurava o filho no colo, parando apenas com a chegada dos policiais. Para corroborar o relato sobre as drogas, a mulher mostrou aos PMs dois invólucros plásticos contendo cocaína.
Diante das evidências, os policiais procederam com a apreensão da faca e dos entorpecentes e efetuaram a prisão em flagrante do homem. No entanto, a ação policial não terminou ali. Durante a condução até a viatura, o preso, visivelmente alterado, teve um surto. Atirou-se ao chão, debateu-se e tentou fugir.
Já próximo à viatura, a resistência continuou. Ele tentou desferir chutes para evitar ser colocado no compartimento de presos, caindo no solo e rolando enquanto gritava por socorro, numa tentativa clara de simular que estava sendo agredido pelos agentes. Foi necessário o uso de força contida para subjugá-lo e finalmente levá-lo à Central de Polícia Judiciária, onde ficou preso à disposição da Justiça.









