Peça da EMCA, com direção de Rachel Trambaiolli, mergulha na história de um casal cuja relação idílica se transforma em uma tragédia íntima, tendo uma tartaruga como testemunha silenciosa do conflito.
O que acontece quando o amor intenso e caótico atinge um ponto sem volta? É essa pergunta perturbadora que o espetáculo “A Tartaruga” se propõe a explorar. A peça, montada pela EMCA (Escola Municipal de Cultura Artística), sobe ao palco do Teatro Municipal no sábado, 15 de novembro, às 20h30. Com um elenco formado por Heloisa Tofolli e Jullya Vitória, sob a direção de Rachel Trambaiolli, a apresentação promete uma noite de reflexão sobre os abismos dos relacionamentos humanos.
Os ingressos, a um preço popular de R$ 10, já estão à venda na secretaria da EMCA, localizada na rua 27 de Dezembro, nº 10. O pagamento pode ser realizado via PIX, dinheiro ou cartão (crédito e débito). A classificação indicativa é de 14 anos, alertando para a natureza intensa e madura do tema abordado.
Do céu ao abismo
Nina e Zé são o retrato de um amor que começa de forma avassaladora, “como quem cai de um penhasco de olhos abertos”. Eles se encontram no caos e se complementam no excesso, acreditando, num primeiro momento, que a paixão pode superar qualquer obstáculo. No entanto, a convivência revela fissuras. A peça acompanha a desconstrução desse romance por meio de conversas filosóficas, brigas absurdas e a presença constante de uma tartaruga, animal que se torna a testemunha muda e simbólica do desmoronamento do relacionamento.
O que era encanto se transforma em ruído, o riso dá lugar à ofensa e o toque carinhoso vira um empurrão. A trama conduz o público a um clímax dramático, levantando questões sobre acidente, impulso, escolha ou vingança. O subtítulo “Sem Tirar a Culpa do Cartório” já adianta um dos temas centrais: a culpa que não é resolvida e o difícil julgamento sobre “quem acertou quem”.









