Mudança no tráfego de veículos pesados na rua Carlos Ferrari, no bairro Campo Belo, levou o fluxo para uma via calma, aumentando o risco para crianças e adolescentes de duas escolas da região e uma colônia de animais. Moradora aguarda resposta de pedido à Prefeitura.
Uma decisão para alterar o fluxo de tráfego no bairro Campo Belo, em Garça, transformou a rotina e ampliou os riscos em uma rua residencial. O desvio do trânsito de caminhões da movimentada rua Carlos Ferrari para o início da rua Carlos Baracat – uma via de bairro tradicionalmente tranquila – criou um cenário de perigo iminente, preocupando a comunidade e quem transita pelo local, o que levando uma moradora a solicitar formalmente medidas de segurança da via para a Prefeitura.
A nova rota, que agora concentra o fluxo de veículos pesados, é justamente o caminho percorrido por dezenas de crianças e adolescentes diariamente. Elas frequentam as escolas EMEIEF Professora Cláudia Maria Rodrigues Arone e o SESI, localizadas nas proximidades. Paralelamente, o local abriga uma colônia de gatos que recebe cuidados de moradores, um refúgio que agora está na linha de tráfego intenso.
A moradora Amanda da Costa Daguane, que presta assistência aos animais da colônia, tornou-se uma das vozes no alerta sobre as consequências. Ela descreveu com tristeza o atropelamento de uma das gatas que cuidava: uma “gata preta, medrosa, de pelo brilhante e ativa, que costumava morar no bueiro”. O animal havia sido castrado, mas, como muitos adultos, não encontrou um adotante. Para Amanda, a perda reforça um princípio: “Animais de rua também têm direito de viver, ainda mais quando moravam há anos no local. Ela era castrada e muito bem cuidada!”, afirmou.
Além do risco direto aos animais, o desvio criou uma situação crítica de segurança viária. Moradores relatam que veículos, incluindo caminhões, trafegam em alta velocidade pela via que antes era calma. O problema é agravado pelo estacionamento irregular de caminhões na própria Carlos Ferrari, que, mesmo com placas de proibição, bloqueiam a visão dos motoristas em esquinas, como a confluência com a rua Orlando Zancopé, além de trafegarem constantemente pela contramão.
Diante da intensificação dos perigos, Amanda não se limitou aos alertas nas redes sociais. Ela abriu uma reclamação oficial na Ouvidoria da Prefeitura de Garça, solicitando intervenções urgentes. A expectativa da comunidade e de quem transita pelo local é de que o poder público avalie o caso e implemente medidas eficazes, como a instalação de redutores de velocidade (lombadas), uma melhor sinalização ou até uma revisão do próprio desvio de tráfego.
O caso do bairro Campo Belo ilustra um desafio recorrente no planejamento urbano: como equilibrar a necessidade de fluidez no trânsito com a segurança e a qualidade de vida nas comunidades residenciais, além das pessoas que passam diariamente pelo local. A mudança, aparentemente simples, deslocou o problema e multiplicou os riscos, colocando em perigo populações vulneráveis – crianças a caminho da escola e animais sob cuidados comunitários.
Enquanto aguarda um posicionamento oficial, a comunidade e pessoas que por ali precisam passar diariamente, seguem em alerta, esperando que a reclamação formal traga uma solução que priorize a segurança de crianças, moradores, pedestres e animais.









