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Polícia Civil alerta para ação do GhostSpy, novo vírus que rouba dados bancários via Pix

Trojan, espalhado por mensagens em celular, se disfarça em aplicativos falsos e, uma vez instalado, pode espionar usuários, fazer transações financeiras não autorizadas e infectar o aparelho com outros malwares.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta sobre a circulação de um novo vírus para dispositivos Android, batizado de GhostSpy. Trata-se de um trojan (cavalo de troia) espião que tem como principal alvo os dados bancários dos usuários, com o objetivo de realizar transações financeiras não autorizadas, especialmente por meio do Pix.

A campanha #PCSPAlerta detalha o funcionamento, os riscos e as formas de prevenção contra essa ameaça digital que já atinge brasileiros. Diferente de golpes tradicionais, o GhostSpy atua de forma silenciosa, tornando-se uma ameaça particularmente perigosa.

O que é o GhostSpy?

O GhostSpy é um vírus do tipo spyware (programa espião) que, uma vez instalado no celular, tem a capacidade de roubar informações sensíveis e interferir diretamente em aplicativos, incluindo os de instituições bancárias. Sua ação focada em transações via Pix, sistema instantâneo de pagamentos, o tornou conhecido como “Vírus do Pix”.

Como a infecção acontece?

De acordo com a PCSP, a contaminação ocorre exclusivamente pela instalação de aplicativos fraudulentos, distribuídos fora da loja oficial Google Play Store. Os criminosos utilizam iscas comuns para atrair as vítimas:

  • Falsos leitores de QR Code: Aplicativos que prometem funcionalidades para ler códigos QR.
  • Atualizadores de sistema: Programas que se passam por atualizações críticas do Android.
  • Apps com funções extras: Softwares que oferecem recursos supostamente proibidos ou premium para o sistema operacional.

Ao baixar e instalar um desses apps, o usuário é induzido a conceder permissões excessivas e suspeitas, abrindo as portas do seu dispositivo para o vírus.

A ação silenciosa do vírus

Após a infecção, o GhostSpy opera em segundo plano, sem levantar suspeitas. Suas capacidades maliciosas incluem:

  • Acessar mensagens, fotos e aplicativos bancários.
  • Espionar tudo o que o usuário digita no celular (keylogger).
  • Realizar transações financeiras, como transferências via Pix, sem o consentimento do dono do aparelho.
  • Instalar outros malwares no dispositivo, ampliando o prejuízo.

Quais os principais riscos?

Os danos causados pelo GhostSpy vão além do prejuízo financeiro imediato. A Polícia Civil lista os principais riscos:

  • Subtração de dinheiro: Realização de transações Pix não autorizadas, esvaziando contas bancárias.
  • Vazamento de dados pessoais: Roubo de fotos, conversas, documentos e credenciais de acesso.
  • Envio de informações para criminosos: Os dados sensíveis são enviados para servidores controlados pelos golpistas.

Como se proteger?

A prevenção é a arma mais eficaz contra o GhostSpy. A Polícia Civil orienta:

  • Só baixe apps da Play Store: Evite instalar aplicativos de lojas alternativas ou links diretos em mensagens.
  • Desconfie de permissões excessivas: Questionar por que um leitor de QR Code, por exemplo, precisa de acesso irrestrito ao seu celular.
  • Mantenha o sistema e o antivírus atualizados: As atualizações frequentemente corrigem falhas de segurança.
  • Verifique as permissões de acessibilidade: Malwares como o GhostSpy costumam abusar dessa função para operar. Revise quais apps têm esse acesso nas configurações.
  • Ative a autenticação em duas etapas: Nos aplicativos bancários e de redes sociais, essa camada extra de segurança é crucial.

Foi vítima do golpe? Saiba o que fazer

Se desconfiar que seu celular foi infectado pelo GhostSpy, a Polícia Civil recomenda agir imediatamente:

  1. Desconecte o celular da internet: Desative Wi-Fi e dados móveis para interromper a comunicação do vírus com os criminosos.
  2. Mude suas senhas em outro dispositivo: Use um computador ou outro celular seguro para alterar as senhas de banco, e-mail e redes sociais.
  3. Restaure o celular para as configurações de fábrica: Essa é a forma mais segura de garantir a remoção completa do vírus. Lembre-se de fazer um backup seguro de seus dados importantes antes, se possível.
  4. Registre um Boletim de Ocorrência (BO): A ocorrência é essencial para que as autoridades possam rastrear os criminosos e mapear a extensão do golpe. O registro pode ser feito no distrito policial mais próximo ou pela Delegacia Eletrônica (www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br).

A corporação também incentiva a população a compartilhar informações oficiais sobre o golpe para ajudar a alertar amigos e familiares, ampliando o alcance do alerta de segurança.

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