Dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo indicam que a região já confirmou 38 óbitos e 22 seguem em análise clínica para confirmação.
A região atendida pela Diretoria Regional de Saúde de Marília, ao qual Garça pertence, enfrenta um surto de dengue em 2025, com 31.765 casos prováveis e 38 óbitos confirmados até o momento. Os dados revelam uma situação crítica, especialmente em municípios como Marília, que lidera o número de mortes (21), seguido por Vera Cruz (5) e Echapora (3); Garça aparece na lista com 2 mortes confirmadas até o momento.
A incidência da doença na região toda chega a 3.342,7 casos por 100 mil habitantes, ultrapassando a média estadual e acendendo um alerta para a necessidade de medidas urgentes, tanto dos órgãos públicos quanto da população em geral.
Idosos e adultos são os mais afetados na região
As etárias mais suscetíveis à doença na região é composta por pessoas acima de 80 anos, que também representam a maioria dos óbitos; também há registros alarmantes na faixa de 50 a 64 anos. Em Marília, uma criança de 1 a 4 anos foi vítima da doença, destacando que a dengue pode ser grave em qualquer idade.
Além disso, os sorotipos em circulação (1, 2 e 3 simultaneamente) aumentam o risco de reinfecção, pois quem já contraiu um tipo pode adoecer novamente por outro.
Mulheres representam a maioria dos infectados na região (14% na faixa de 35-49 anos, contra 10% dos homens), e a população branca segue como a mais atingida, segundo os registros.
Municípios em situação crítica na região de Marília
Campos Novos Paulista lidera a lista de cidades atendidas pela DRS Marília, apresentando a maior incidência (18.049,68/100 mil hab.), enquanto Marília concentra o maior volume absoluto de casos confirmados (10.749). Os dados também revelam uma disparidades: em cidades como Garca e Tupã, onde os números são altos, mas a letalidade permanece baixa. Já Vera Cruz, com 877 casos prováveis, registra 5 mortes, indicando possíveis falhas na notificação da doença ou na procura por atendimento.

Situação de Garça sobre a doença
O município de Garça enfrenta um cenário preocupante com 3.152 casos prováveis e 2 óbitos confirmados, ambos em idosos acima de 80 anos. A incidência da doença no município chega a 5.439,2 casos por 100 mil habitantes, um dos índices mais altos da região, segundo os dados atualizados até o dia 21 de maio. Além disso, 64 casos evoluíram para dengue com sinais de alarme, e 7 para dengue grave, exigindo atenção redobrada da população e das autoridades.
Homens adultos são os mais infectados
A análise por faixa etária e sexo revela que homens entre 35 e 49 anos representam 12% dos casos confirmados, enquanto as mulheres na mesma faixa correspondem a 11%. Apesar disso, os óbitos concentram-se na população idosa, grupo mais vulnerável às complicações da doença.
Prevenção e ação rápida são essenciais
Com uma taxa de letalidade de 0,09%, Garça ainda está abaixo da média regional, mas o risco de agravamento existe, especialmente para idosos e pessoas com comorbidades. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo reforça a importância de eliminar criadouros do Aedes aegypti e buscar atendimento médico aos primeiros sintomas, como febre alta, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas no corpo.
Com a proximidade do período chuvoso, a tendência é de crescimento nos casos, exigindo medidas urgentes de prevenção e conscientização. Atualmente o projeto Cidade Limpa, da TV Tem em parceria com as prefeituras, está percorrendo a cidade de Garça, aproveite para deixar para fora tudo o que precisa ser descartado e que poderia ser um potencial criadouro para o mosquito.










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