Trabalho de Gustavo, de 9 anos, que retrata ajuda de um amigo no recreio, foi escolhido entre mais de 200 mil inscritos no Concurso Cultural do Instituto Sicoob; aluno ganhou viagem a Brasília.
Um momento simples do recreio escolar, em que um amigo ajuda outro a se locomover com a bengala, foi transformado em arte e conquistou o país. Gustavo Miguel de Almeida, de 9 anos, aluno com deficiência visual da EMEIF Professora Samira El Adass, em Garça, venceu a etapa nacional do 14º Concurso Cultural do Instituto Sicoob, na categoria desenho. Seu trabalho, feito com papel, lápis de cor e Braille, destacou-se entre mais de 200 mil inscrições de estudantes de todo o Brasil.
O desenho retrata uma cena de inclusão vivida no cotidiano: o melhor amigo do menino, Bernardo, auxiliando-o durante o intervalo. “Na escola, a inclusão acontece”, descreve a obra, que ilustra o tema do concurso em 2025: “Diversidade que soma, cooperação que multiplica”.
Como prêmio nacional, Gustavo recebeu um troféu e uma viagem com todas as despesas pagas para Brasília (DF), entre 16 e 18 de dezembro, para conhecer o Centro Cooperativo Sicoob (CCS). “Eu fiquei muito feliz, muito orgulhoso de mim”, revelou o estudante. Anteriormente, na etapa regional, ele já havia sido premiado com uma medalha e um tablet, que, segundo ele, “irá usar para jogar e estudar”.
O concurso é uma iniciativa que busca fomentar o cooperativismo em escolas de ensino fundamental, convidadas por cooperativas do sistema Sicoob. Em 2025, o programa mobilizou cerca de 660 mil estudantes dos 3º, 5º, 7º e 9º anos, que expressaram os valores propostos por meio de desenhos, textos, poemas e histórias em quadrinhos.
Nas regiões onde o Sicoob Paulista atua, dois alunos se destacaram: além de Gustavo, na categoria desenho, Ana Luiza Ferreira, da EMEF Professor Joel Job Fachini, em Araras, venceu a etapa regional com um poema.
Para Antônio de Souza, assessor institucional do Sicoob Paulista, a vitória de Gustavo é emblemática. “Quando vemos a história do Gustavo ganhar reconhecimento nacional, fica claro que o cooperativismo, quando integrado ao cotidiano escolar, promove inclusão, estimula talentos e constrói oportunidades reais para todos”, afirmou.
A trajetória do garoto foi acompanhada de perto por educadores e representantes do cooperativismo. Gilmara Santos Machado, secretária e integrante do comitê avaliativo do Instituto Sicoob, destacou a troca de experiências durante o processo. “A experiência nos conduziu ao lúdico e à perspectiva inocente que as crianças têm do cooperativismo, nos fazendo refletir seriamente sobre o impacto do nosso sistema na sociedade”, relembrou.
Para Gustavo, a lição vai além do prêmio. “Com toda a certeza, quero ter a chance de participar de novo. Vale a pena, mas você tem que se esforçar e ter fé”, destacou o aluno, cuja sensibilidade transformou uma rotina em um exemplo nacional de superação e cooperação.









