Pesquisadora da Embrapa é premiada com o World Food Prize 2025 por desenvolver tecnologias que substituem fertilizantes químicos por biológicos, aumentando produtividade e reduzindo impactos ambientais
A cientista brasileira Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa Soja, acaba de ser anunciada como a vencedora do World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”. O prêmio, criado por Norman Borlaug, pioneiro da Revolução Verde, será entregue em 23 de outubro, em Des Moines, nos EUA. A honraria celebra contribuições excepcionais para a segurança alimentar e o desenvolvimento agrícola sustentável.
Tecnologias que transformam o campo
Com mais de 40 anos de pesquisa em microbiologia do solo, Hungria liderou o desenvolvimento de inoculantes biológicos – microrganismos que fixam nitrogênio e promovem o crescimento de plantas, reduzindo a dependência de fertilizantes químicos. Suas descobertas permitem aumentar a produtividade com custos menores e menos danos ao meio ambiente.
Atualmente, essas tecnologias são aplicadas em mais de 40 milhões de hectares no Brasil, especialmente em cultivos de soja, milho e feijão. Estima-se que essas soluções evitem a emissão de 230 milhões de toneladas de CO₂ por ano, um avanço no combate às mudanças climáticas.

Impacto global
O trabalho de Hungria não só impulsionou a agricultura brasileira, mas também oferece um modelo para outros países enfrentarem desafios como a escassez de fertilizantes e a pressão por produção sustentável. Segundo a organização do prêmio, suas pesquisas são “fundamentais para alimentar o mundo sem esgotar os recursos naturais“.
A cientista, que já recebeu diversos prêmios nacionais, agora entra para o hall da fama de um dos mais prestigiados reconhecimentos internacionais na área de alimentos e agricultura.









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