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Câmara dos Deputados aprova projeto para promoção do uso consciente da tecnologia digital

Campanha anual em abril visa alertar sobre riscos do uso excessivo de telas e redes sociais; texto segue para o Senado

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, 28 de maio, o Projeto de Lei 3224/24, que institui a Campanha Nacional de Utilização Consciente da Tecnologia Digital. A iniciativa, de autoria do deputado Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), tem como objetivo conscientizar a população sobre os riscos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos, redes sociais e jogos online, especialmente entre crianças e adolescentes.

A relatora do projeto, deputada Duda Salabert (PDT-MG), destacou que a proposta busca orientar famílias e usuários sobre como lidar com os impactos da tecnologia na saúde mental, física e emocional.

Ações previstas

A campanha será realizada anualmente em abril e incluirá:

  • Ações educativas em escolas, unidades de saúde e instituições de proteção à infância.
  • Informações sobre controle parental e uso moderado de dispositivos.
  • Advertências em publicidades de jogos e aplicativos, com classificação etária e alertas sobre riscos.

Mudanças no Código de Defesa do Consumidor

O projeto altera o Código de Defesa do Consumidor (CDC) para exigir que anúncios de jogos, aplicativos e dispositivos eletrônicos contenham:

  • Classificação etária e frases de advertência sobre uso excessivo.
  • Informações sobre ferramentas de controle parental, quando disponíveis.

Além disso, embalagens de produtos eletrônicos (como smartphones, tablets e videogames) deverão trazer alertas sobre os riscos do uso inadequado.

Debate no plenário

A proposta gerou divergências entre parlamentares:

  • Governistas defendem que a campanha é necessária para proteger crianças e adolescentes.
  • Oposição critica, alegando que o projeto pode ser usado para censura ou doutrinação.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) argumentou que a medida fortalece as famílias, enquanto o deputado Marcos Pollon (PL-MS) classificou a iniciativa como “uso de dinheiro público para doutrinação”, sem dar maiores esclarecimentos sobre o que seria essa “doutrinação” no seu ponto de vista, uma vez que a proposta visa ajudar aos pais na hora de decidir o uso de seus filhos à certos conteúdos e não o oposto.

O projeto segue agora para análise do Senado Federal. Se aprovado, será encaminhado para sanção presidencial.

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