Fauna silvestre é vítima de colisões em área de biodiversidade; especialistas alertam para necessidade de medidas urgentes.
Na última quinta-feira, 12 de junho, moradores de Jundiaí se depararam com uma cena trágica: cinco capivaras mortas após serem atropeladas na avenida Antônio Pincinato, região próxima à Serra do Japi. O Instituto Mata Ciliar, acionado pela Guarda Municipal, confirmou os óbitos e destacou a gravidade do problema.
Em publicação nas redes sociais, a instituição alertou: “Ninguém gosta de ver imagens como estas, mas elas precisam ser divulgadas para mostrar a recorrência de atropelamentos da fauna silvestre em regiões como esta, que é um corredor de biodiversidade.” A área, rica em matas e cursos d’água, abriga diversas espécies, e a falta de conscientização dos motoristas agrava o risco de acidentes.

Crime ambiental
Matar animais silvestres, mesmo acidentalmente, pode configurar crime ambiental conforme a Lei nº 9.605/1998. Em casos de atropelamento intencional ou negligência grave, o responsável pode responder judicialmente. Além disso, a fauna silvestre é protegida por lei, e sua preservação é essencial para o equilíbrio dos ecossistemas.
O que fazer ao encontrar um animal ferido?
Se avistar um animal silvestre ferido, a orientação é entrar em contato imediatamente com a Polícia Ambiental. Na região de Marília e áreas próximas, o número para emergências é (14) 3592-1200. Jamais tente manusear o animal sem auxílio profissional, pois isso pode agravar seus ferimentos ou colocar a pessoa em risco.

A Importância das capivaras no meio ambiente
As capivaras, maiores roedores do mundo, desempenham um papel importante nos ecossistemas aquáticos. Elas ajudam a controlar a vegetação, fertilizam o solo com seus dejetos e servem de alimento para predadores, mantendo o equilíbrio da cadeia alimentar. Sua presença também indica a saúde ambiental de rios e lagos.









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