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Julho Amarelo: mês de conscientização sobre hepatites virais

Campanha alerta para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção de doenças que evoluem sem sintomas

Julho Amarelo é uma campanha dedicada à conscientização sobre as hepatites virais e outras doenças silenciosas, que muitas vezes evoluem sem apresentar sintomas até estágios avançados. A iniciativa busca informar a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento, reduzindo os riscos de complicações e mortes evitáveis.

Criada para combater a desinformação e promover a saúde pública, a campanha Julho Amarelo foi estabelecida em alusão ao Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho. No entanto, o mês de todo foi escolhido no Brasil para intensificar as ações de conscientização.

A cor amarela simboliza alerta e atenção, reforçando a necessidade de diagnóstico precoce, já que muitas pessoas podem estar infectadas sem saber.

Por que a campanha é importante?

As hepatites virais (A, B, C, D e E) são inflamações no fígado que podem levar a cirrose, câncer hepático e até a morte se não tratadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), milhões de pessoas no mundo têm hepatite e não sabem.

Além das hepatites, outras doenças silenciosas, como hipertensão, diabetes e algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), também são foco da campanha, pois podem passar despercebidas por anos.

Quais são os sintomas das hepatites?

Muitas vezes, as hepatites são assintomáticas ou apresentam sinais leves, como:

  • Cansaço excessivo
  • Febre
  • Náuseas e vômitos
  • Dor abdominal
  • Pele e olhos amarelados (icterícia)
  • Urina escura e fezes claras

Quando os sintomas aparecem, a doença já pode estar em fase avançada, daí a importância de exames de rotina.

Como é o tratamento?

O tratamento varia conforme o tipo de hepatite:

  • Hepatite A: Geralmente cura-se sozinha, com repouso e hidratação.
  • Hepatite B: Pode ser controlada com antivirais, mas em alguns casos torna-se crônica.
  • Hepatite C: Tem alta chance de cura com medicamentos modernos, se diagnosticada a tempo.
  • Hepatites D e E: Menos comuns, mas também exigem acompanhamento médico.

Para outras doenças silenciosas, como hipertensão e diabetes, o tratamento inclui medicação contínua, alimentação balanceada e exercícios físicos.

Quando procurar atendimento médico?

É fundamental buscar um profissional de saúde se:

  • Houver exposição a situações de risco (como contato com sangue contaminado ou relações sexuais desprotegidas).
  • Surgirem sintomas como icterícia ou dor abdominal persistente.
  • Fizer parte de grupos de risco (pessoas com mais de 40 anos, profissionais da saúde ou quem já fez transfusões antes de 1993).

Como melhorar a qualidade de vida?

Algumas medidas ajudam a prevenir e controlar essas doenças:

  • Vacinação (contra hepatite A e B).
  • Uso de preservativos em relações sexuais.
  • Evitar compartilhar objetos pessoais como lâminas e seringas.
  • Alimentação saudável e redução do consumo de álcool.
  • Realizar check-ups anuais.

Prevenção

Uma das principais bandeiras do Junho Amarelo é a prevenção, e as vacinas desempenham um papel fundamental nesse processo. No Brasil, as hepatites A e B podem ser evitadas por meio da imunização, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

  • Hepatite A: Disponível para crianças de 15 meses a 5 anos (uma dose única).
  • Hepatite B: Oferecida em três doses, faz parte do calendário vacinal para recém-nascidos, crianças, adolescentes e adultos não vacinados.
  • Hepatite D: Não tem vacina específica, mas quem está imunizado contra a hepatite B está protegido, pois a hepatite D só ocorre em quem já tem o vírus B.
  • Hepatites C e Enão possuem vacinas no momento, sendo a prevenção baseada em hábitos seguros.

Quando tomar as vacinas?

  • Ao nascer: Primeira dose da hepatite B (idealmente nas primeiras 24 horas de vida).
  • Aos 2, 4 e 6 meses: Segunda e terceira doses da hepatite B (no esquema da pentavalente).
  • 15 meses: Dose única da hepatite A.
  • Adultos não vacinados: Podem receber a hepatite B em qualquer fase da vida (três doses).

E quem não sabe se já tomou a vacina?

  • Quem não tem certeza se foi imunizado pode realizar um exame de sorologia para verificar a presença de anticorpos.
  • Caso não tenha proteção, pode tomar a vacina mesmo assim, sem riscos.

Outras formas de prevenção

Além da vacinação, outras medidas ajudam a evitar hepatites e doenças silenciosas:
✔ Sexo seguro: Usar preservativo em todas as relações sexuais.
✔ Não compartilhar objetos pessoais: Como lâminas, agulhas, alicates de unha e escovas de dente.
✔ Cuidado com piercings e tatuagens: Certificar-se de que o local utiliza materiais descartáveis e esterilizados.
✔ Controle de infecções em procedimentos médicos: Exigir material esterilizado em cirurgias e transfusões.
✔ Higiene alimentar: Lavar bem frutas, verduras e cozinhar adequadamente mariscos e carne de porco (para evitar hepatite E).

Por que a prevenção é tão importante?

Muitas hepatites não apresentam sintomas até causarem danos graves ao fígado. A vacinação e os hábitos seguros são as melhores formas de evitar complicações como:

  • Cirrose hepática
  • Câncer de fígado
  • Falência hepática

Julho Amarelo reforça que a hepatite pode ser silenciosa, mas a prevenção não deve ser. Manter a carteira de vacinação em dia e adotar comportamentos seguros são atitudes que salvam vidas.

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