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Fiocruz conquista certificação internacional para diagnóstico molecular de febre amarela

Reconhecimento global reforça excelência da instituição no combate a doenças tropicais e vigilância em saúde

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acaba de alcançar um novo marco em sua trajetória científica: a certificação internacional para o diagnóstico molecular da febre amarela, concedida pelo Quality Control for Molecular Diagnostics (QCMD). Trata-se de uma organização independente e sem fins lucrativos, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que avalia a qualidade de laboratórios em todo o mundo. A aprovação, obtida em maio de 2025, consolida a Fiocruz como referência no diagnóstico preciso e ágil de doenças infecciosas.

Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados (ViVER), vinculado à Fiocruz Amazônia, foi peça-chave nessa conquista. Segundo o virologista Felipe Gomes Naveca, coordenador do ViVER, a certificação comprova a capacidade da instituição em responder a desafios na área de saúde pública. “Esse reconhecimento mostra que nossos esforços estão atingindo os objetivos, capacitando-nos cada vez mais para diagnosticar doenças de importância regional e global”, afirma.

Tecnologia e colaboração em saúde pública

A Fiocruz não se destaca apenas no diagnóstico da febre amarela. O ViVER também foi responsável pelo desenvolvimento do protocolo de sequenciamento do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, permitindo que o Amazonas fosse o primeiro estado da Região Norte a realizar esse procedimento. Além disso, o núcleo descreveu a variante Gama, crucial durante o auge da pandemia.

Outras contribuições importantes incluem:

  • Protocolos de diagnóstico para os vírus oropouche e mayaro, adotados em laboratórios públicos no Brasil, América Latina, EUA e Europa.
  • Descrição de uma nova linhagem do vírus oropouche, associada a surtos recentes em áreas onde não havia registros anteriores.
  • Sequenciamento dos quatro sorotipos da dengue, com destaque para a detecção da reemergência do sorotipo 3 em Roraima.
  • Identificação precoce dos primeiros casos de chikungunha no Amazonas e atuação como referência em MPOX (varíola dos macacos) em 2022.

Integração e vigilância em saúde

Naveca ressalta que o trabalho em rede com órgãos de vigilância estaduais e federais é essencial para uma resposta eficaz. “Estamos preparados para agir rapidamente diante de novos desafios, garantindo segurança e precisão no diagnóstico”, afirma. A certificação internacional reforça não apenas a excelência técnica da Fiocruz, mas também seu compromisso com a saúde pública global.

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