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Hemobrás e Fiocruz desenvolvem teste para detectar hepatite A e Parvovírus B19

Parceria vai criar teste com tecnologia 100% nacional, garantindo maior biossegurança na produção de medicamentos essenciais para o SUS.

A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e a Fiocruz firmaram, no final de julho, uma parceria para desenvolver um teste molecular inédito no país, capaz de identificar hepatite A e Parvovírus B19 em plasma sanguíneo. O kit, batizado de NAT Plasma Hemobrás, será baseado na tecnologia já utilizada no NAT Plus – desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz para detecção de HIV, hepatites B e C, e malária em hemocentros.

A iniciativa visa garantir maior controle de qualidade na produção de medicamentos hemoderivados, usados no tratamento de doenças como hemofilia, queimaduras graves e síndromes autoimunes.


Autossuficiência e segurança nacional

Atualmente, o Brasil depende de insumos estrangeiros para testagem de plasma, mas a nova tecnologia permitirá processos 100% nacionais, alinhados a padrões internacionais. Com a inauguração da fábrica da Hemobrás em 2025 e o início da produção em 2026, o país deixará de enviar plasma para fracionamento no exterior, consolidando a autonomia na fabricação de medicamentos estratégicos, como imunoglobulinas e fatores de coagulação.

Em 2024, a Hemobrás coletou 200,2 mil litros de plasma excedente, com expectativa de alcançar 250 mil litros em 2025. O novo teste permitirá a triagem em larga escala, eliminando unidades contaminadas e reduzindo riscos de transmissão viral.


Fiocruz na liderança técnica

Bio-Manguinhos/Fiocruz será responsável pelo desenvolvimento do teste, incluindo a customização de kits, equipamentos e softwares, além da documentação técnica para validação. O projeto tem previsão de 12 meses, com entregas parciais e acompanhamento contínuo.

Rosane Cuber Guimarães, diretora de Bio-Manguinhos, destacou que a parceria reforça a estratégia nacional de autossuficiência em hemoderivados: “Garantimos qualidade e biossegurança, alinhados às melhores práticas globais”.


Tecnologia NAT: precisão e redução de custos

O teste NAT (Nucleic Acid Testing) identifica material genético viral (DNA/RNA) antes mesmo da resposta imunológica, reduzindo a janela de detecção de infecções. Desenvolvido pela Fiocruz desde 2002, o NAT Plus – primeiro do mundo a incluir malária na triagem – elevou o Brasil a padrões internacionais de segurança transfusional.

A evolução contínua da tecnologia permitiu menor custo que os kits importados e adaptação às necessidades locais, fortalecendo a vigilância epidemiológica.

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