Campanha antecede com o objetivo de quebrar tabus e alertar sobre a importância dos exames preventivos do câncer de próstata, segundo tipo mais comum entre os homens.
O Setembro Azul é um momento para refletir sobre a saúde da população masculina. O foco da campanha é salvar vidas através do diagnóstico precoce, derrubando barreiras culturais que ainda afastam os homens dos consultórios.
Setembro Azul
O câncer de próstata é a segunda maior causa de morte por câncer entre homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pulmão. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam milhares de novos casos anualmente. A campanha Setembro Azul é fundamental para reverter estatísticas, pois mais de 90% dos casos detectados em fase inicial têm chance de cura.
Sinais de alerta
Na fase inicial, o câncer de próstata é silencioso e não apresenta sintomas. Quando eles surgem, podem indicar que a doença já está em estágio mais avançado. Fique atento a:
- Dificuldade ou urgência para urinar;
- Fluxo urinário fraco ou interrompido;
- Sangue na urina ou no sêmen;
- Dor óssea, especialmente na região das costas;
- Dor ao urinar ou ejacular.
É importante destacar que esses sintomas também estão associados a condições benignas, como a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) ou prostatite. Somente um médico pode fazer o diagnóstico correto.
Grupos de risco
Os principais fatores de risco são:
- Idade: O risco aumenta após os 50 anos.
- Histórico familiar: Homens com pai, irmão ou tio que tiveram a doença antes dos 60 anos possuem risco de 3 a 10 vezes maior.
- Raça: Homens negros têm maior incidência e tendência a desenvolver formas mais agressivas da doença.
- Obesidade: Está associada a um maior risco de formas avançadas da doença.
A recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) é que homens a partir dos 50 anos procurem um urologista para realizar exames de rotina anuais. Para aqueles do grupo de risco, a orientação é que a investigação se inicie mais cedo, aos 45 anos.
Tratamento
Há uma variedade de tratamentos eficazes, e a escolha depende do estágio da doença, idade do paciente e seu estado de saúde geral. As opções incluem:
- Cirurgia (Prostatectomia): Remoção da próstata.
- Radioterapia: Uso de radiação para destruir células cancerígenas.
- Hormonioterapia: Reduz os níveis de hormônios que alimentam o câncer.
- Quimioterapia: Uso de medicamentos para combater células de crescimento rápido.
- Vigília ativa: Monitoramento rigoroso em casos de tumores de baixo risco.
Manter a qualidade de vida durante e após o tratamento é possível. A adoção de uma alimentação saudável, a prática regular de atividades físicas (com orientação médica), o acompanhamento psicológico para lidar com os impactos emocionais e o suporte da família são essenciais para a recuperação.
Condições relacionadas
É comum associar o exame de toque retal apenas ao câncer, mas ele é fundamental para diagnosticar outras condições prevalentes, como a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) – aumento benigno da próstata que afeta a micção; e a prostatite, uma inflamação ou infecção da glândula.
O maior desafio, portanto, continua sendo cultural. O preconceito com o exame de toque, visto de forma equivocada como uma afronta à masculinidade, ainda é uma barreira perigosa. Campanhas como o Setembro Azul trabalham para substituir o medo pela informação, mostrando que um simples exame, que dura segundos, pode ser a chave para garantir uma vida longa e saudável.









