Produtos continham ingredientes não autorizados e prometiam benefícios não comprovados
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, no dia 15 de maio, a suspensão imediata da comercialização, distribuição e propaganda dos suplementos alimentares da marca Power Green, vendidos pela internet e em alguns pontos fixos pelo país. A decisão foi tomada após a identificação de irregularidades na classificação dos produtos e na composição, que incluía substâncias não permitidas para suplementos.
Entre os ingredientes proibidos encontrados estão castanha-da-índia, gengibre, ginseng, ora-pro-nóbis, valeriana e maca peruana, componentes que não podem ser utilizados nesse tipo de produto. Além disso, a Anvisa constatou que a marca veiculava propagandas enganosas na internet, atribuindo aos suplementos efeitos terapêuticos não autorizados, como melhora da circulação sanguínea, redução de inflamações, controle de ansiedade, equilíbrio hormonal e até aumento da fertilidade.
Suplementos alimentares não são medicamentos
A Anvisa reforça que suplementos alimentares não têm ação terapêutica e não podem ser comercializados com alegações de prevenção ou tratamento de doenças. Esses produtos são destinados exclusivamente a pessoas saudáveis, com o objetivo de complementar a alimentação com nutrientes, enzimas ou probióticos.
Alerta sobre propaganda enganosa
A agência alerta os consumidores para que desconfiem de promessas milagrosas veiculadas na internet, rádio e TV. Muitos produtos são vendidos como suplementos, mas prometem resultados estéticos ou medicinais sem comprovação científica. A Anvisa recomenda que, antes de adquirir qualquer produto, o consumidor verifique a regularização no site da agência e consulte um profissional de saúde qualificado.
A medida foi publicada na Resolução RE 1.821/2025, que proíbe definitivamente a venda e o uso dos suplementos da Power Green. Empresas e consumidores devem ficar atentos e não adquirir ou consumir os produtos suspensos.








