Composto extraído do fungo Exserohilum rostratum demonstra potencial para regeneração celular e redução de queloides
Um avanço científico brasileiro pode revolucionar o tratamento de feridas e queimaduras. Pesquisadoras do Instituto Butantan desenvolveram uma pomada cicatrizante com base em um composto produzido pelo fungo Exserohilum rostratum, encontrado na vegetação da Caatinga. A descoberta, que partiu de estudos sobre atividade antitumoral, revelou propriedades surpreendentes na regeneração de tecidos, abrindo caminho para um produto inovador.
Do combate ao câncer à cicatrização de feridas
Inicialmente, os estudos se concentraram no potencial antitumoral do composto, analisando sua capacidade de eliminar células cancerígenas. No entanto, durante os testes, os pesquisadores observaram que uma das moléculas estudadas apresentava efeitos notáveis na regeneração celular – processo fundamental para a cicatrização de feridas sem a formação de queloides.
Patente e busca por parcerias comerciais
Em 2018, após resultados promissores em testes laboratoriais, o Butantan submeteu um pedido de patente ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para uma formulação cicatrizante. Agora, a instituição busca parceria com uma startup para levar o produto ao mercado, tornando-o acessível à população.
Um recurso natural da biodiversidade brasileira
O fungo Exserohilum rostratum está presente em diversos estados do Brasil, reforçando a importância da preservação da Caatinga e de pesquisas que explorem o potencial terapêutico da biodiversidade nacional. A descoberta também destaca o papel da ciência brasileira no desenvolvimento de medicamentos inovadores.








