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Defesa Agropecuária de SP alerta sobre surto de raiva e orienta produtores sobre medidas urgentes

Campanha nas redes sociais da instituição detalha sinais clínicos da doença em herbívoros, procedimentos em caso de mordedura por morcegos e a importância de notificar as autoridades sanitárias para conter o avanço da zoonose.

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, está conduzindo uma campanha digital para alertar produtores rurais e a população sobre os perigos da raiva, uma zoonose fatal que avança silenciosamente entre rebanhos. A iniciativa, veiculada nas redes sociais oficiais do órgão, busca combater a desinformação e orientar sobre as ações imediatas necessárias para salvar animais e, principalmente, proteger vidas humanas.

A raiva, causada por um vírus que ataca o sistema nervoso central, é uma ameaça constante à sanidade animal e à saúde pública. Em herbívoros, como bovinos, equinos, búfalos e ovinos, a transmissão ocorre principalmente pela mordedura de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), conhecidos como Desmodus rotundus. Estes morcegos são os principais reservatórios da doença no ciclo rural.

A campanha da Defesa Agropecuária é clara ao enumerar os sinais clínicos que demandam atenção máxima. Se um animal apresentar alterações de comportamento repentinas (como agressividade incomum ou depressão profunda), dilatação da pupilafotofobia (aversão à luz), salivação excessiva e dificuldade de locomoção ou em se manter de pé, a suspeita de raiva deve ser imediata.

Diante de uma suspeita, a orientação das autoridades sanitárias é enfática: não sacrificar o animal. O sacrifício precoce, antes da coleta de material para diagnóstico, impede a confirmação laboratorial da doença, necessário para mapear e conter o surto. Além disso, é vital não manipular o animal doente, reduzindo o risco de exposição ao vírus presente na saliva.

O material gráfico da campanha também instrui sobre os passos a serem todos logo após a detecção de uma mordedura. O produtor deve comunicar imediatamente a unidade mais próxima da Defesa Agropecuária, isolar o animal acometido do restante do rebanho para evitar novos contatos e, se houver uma ferida visível, aplicar a pasta vampiricida ao redor dela, uma medida de controle populacional do morcego transmissor.

Para os casos de acidentes com humanos, a mensagem é direta: se uma pessoa for mordida por qualquer morcego, deve-se lavar o local exaustivamente com água e sabão e procurar atendimento médico urgente na unidade de saúde mais próxima. A profilaxia pós-exposição, com vacina e soro, é 100% eficaz se aplicada a tempo, antes do aparecimento dos sintomas, quando a doença se torna invariavelmente fatal.

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