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Anvisa recolhe medicamento para pressão alta com fragmento de vidro e proíbe suplementos

Lote específico de Furosemida, usado no tratamento de hipertensão, é suspenso após detecção de partícula semelhante a caco de vidro. Agência também bane suplementos alimentares e cosméticos por falsas promessas, composição desconhecida e riscos à saúde.

Em uma série de decisões publicadas no Diário Oficial da União (DOU) entre os dias 15 e 17 de setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou medidas urgentes de recolhimento, suspensão e proibição de diversos produtos, incluindo um medicamento essencial para o controle de hipertensão, suplementos alimentares e um cosmético, todos representando riscos à saúde da população.

A ação mais crítica envolve o medicamento, em ampola, Furosemida de 10,0 mg/ml solução injetável, produzido pela Hypofarma, Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda. A Anvisa determinou o recolhimento imediato do lote 2411191, com validade até 30/11/2026, suspendendo sua comercialização, distribuição e uso. A medida foi tomada após a confirmação, pela Vigilância Sanitária de Jaraguá do Sul (SC), de um desvio de qualidade grave: a presença de material estranho no produto, semelhante a um caco de vidro. Profissionais de saúde e pacientes que tiverem em posse ampolas deste lote específico devem comunicar o fato à Anvisa ou à Vigilância Sanitária local imediatamente.

Paralelamente, a agência baixou o martelo sobre suplementos alimentares irregulares. O suplemento Ki-Fit-Turbo, da GVL Indústria de Suplementos Alimentares Ltda, teve todos os seus lotes proibidos e recolhidos. A decisão foi motivada por relatos de consumidores que sofreram efeitos adversos graves após o uso do produto, incluindo taquicardia, desconforto torácico compressivo, dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia. A Anvisa alerta que o produto possui composição desconhecida e divulga, de forma ilegal, benefícios terapêuticos que não possuem comprovação científica.

Outro suplemento proibido foi o Zempyc Natural – Mega Concentrado, distribuído pela Preço Justo Gestão Empresarial Ltda. A investigação da Anvisa descobriu que a fabricante declarada no rótulo, a Sorocaps Indústria Farmacêutica, nega produzir o item. Com origem e composição desconhecidas, o produto é amplamente divulgado em redes sociais com alegações não permitidas para suplementos, como efeito emagrecedor, queima de gordura e redução de apetite, todas as alegações não possuem comprovação científica até o momento.

A Anvisa também suspendeu a propaganda das águas alcalinas da marca “OH A ÁGUA” (nas versões Azul, Verde e Rosa), da DF&M Alimentos Ltda, por veicularem a alegação irregular de que “hidratam 10x mais”, o que configura propriedade medicamentosa não comprovada, que para ser utilizada precisaria de comprovação científica em estudos clínicos.

No campo dos cosméticos, a Baston Indústria de Aerossóis Ltda foi obrigada a recolher todos os lotes do Spil Tattoo Spray Suavizante Corporal. Apesar de registrado como cosmético, o produto apresenta uma função farmacológica (ação anestésica), o que exige registro como medicamento. Sua comercialização, distribuição e propaganda foram suspensas.

Por fim, a Quimitex Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda foi autuada por fabricar os saneantes “Solução Chassi QX1” e “Solução Automotiva” sem o devido registro na Anvisa. A comercialização desses produtos, usados na limpeza veicular, foi proibida.

A Anvisa reforça que produtos irregulares não oferecem garantias de segurança, qualidade e eficácia, podendo causar sérios danos à saúde. A população pode e deve denunciar produtos suspeitos através da Ouvidoria da Anvisa ou pela Central de Atendimento no telefone 0800 642 9782.

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