Produtos da Nutratta Nutrição Animal são investigados após 122 óbitos de cavalos; empresa deve recolher lotes fabricados a partir de novembro de 2024
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ordenou o recolhimento imediato em todo o país de rações para equídeos fabricadas pela Nutratta Nutrição Animal Ltda. com data de produção a partir de 21 de novembro de 2024. A medida foi tomada após a identificação de riscos à saúde animal e a abertura de investigação sobre a possível relação entre os produtos e a morte de 122 cavalos em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas. Outros 36 casos estão sob análise.
Segundo o Mapa, todos os tutores dos animais mortos relataram o consumo de rações produzidas pela empresa. A Lei do Autocontrole (14.515/2022) obriga a fabricante a adotar medidas corretivas, incluindo a retirada dos lotes suspeitos do mercado.
Investigações
O Ministério reforça que as ações de fiscalização estão em andamento, com necropsias, coleta de amostras e vistorias em propriedades rurais para confirmar as causas dos óbitos. A pasta alerta que o recolhimento não exonera a empresa de suas responsabilidades legais.
Produtores e cidadãos que identificarem casos semelhantes podem denunciar à Ouvidoria do Mapa. Para agilizar as investigações, as comunicações devem incluir:
- Local exato da ocorrência;
- Número total de animais no local;
- Quantidade de animais doentes ou mortos;
- Lote da ração utilizada.
O Mapa reitera seu compromisso com a segurança da cadeia agropecuária e a saúde animal, destacando a importância da colaboração pública para o caso.
Posicionamento da Nutratta
Em nota oficial, a empresa expressou “solidariedade aos criadores” e afirmou que agiu com “cautela técnica” desde os primeiros relatos. A Nutratta destacou que sua linha bovina não apresenta riscos e que colabora integralmente com as autoridades, incluindo a suspensão preventiva de lotes e a revisão de protocolos. A empresa aguarda os resultados oficiais das análises para “esclarecer as causas da tragédia”.
O Mapa mantém o alerta para que a população não utilize os produtos recolhidos e reafirma seu compromisso com a segurança da cadeia agropecuária.








