Entidades defendem transparência na oferta do serviço, que ainda não tem normas definidas pelo Banco Central; falta de informações claras pode prejudicar consumidores.
O Procon-SP recebeu na quarta-feira, dia 2 de julho, representantes do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) para discutir os desafios e riscos do Pix parcelado, modalidade de crédito que vem sendo oferecida por instituições financeiras ainda sem regulamentação específica do Banco Central.
A reunião destacou a necessidade de clareza nas informações repassadas aos consumidores, como taxas de juros, prazos e condições de pagamento. Segundo o Idec, a ausência de regras claras pode levar ao aumento do endividamento, especialmente entre pessoas menos familiarizadas com o funcionamento do serviço.
Preocupações
O Idec apresentou um estudo baseado em reclamações de consumidores, apontando falhas na comunicação das instituições financeiras. Entre os problemas relatados estão:
- Falta de destaque sobre o fato de o Pix parcelado ser um empréstimo, sujeito a juros;
- Dificuldade em comparar condições entre diferentes bancos;
- Ausência de informações sobre consequências em caso de atraso.
Representantes do Procon-SP afirmaram que já recebem queixas relacionadas ao serviço e acompanham o tema para garantir que os direitos do consumidor sejam respeitados.
Enquanto o Banco Central não estabelece regras, as entidades reforçam a importância de oferta transparente do Pix parcelado, com todas as condições explicitadas de forma objetiva e acessível.
O Procon-SP mantém o monitoramento de reclamações e deve ampliar a fiscalização caso identifique abusos. Já o Idec seguirá pressionando por uma regulamentação que priorize a proteção do consumidor.








