Produtos têm origem desconhecida e falhas em análises laboratoriais; consumidores devem evitar o consumo
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira, dia 6 de junho, a proibição de mais três marcas de azeites de oliva devido a irregularidades graves. Os produtos, de origem desconhecida, apresentaram falhas em testes físico-químicos e problemas cadastrais, colocando em risco a segurança dos consumidores.
Marcas proibidas e motivos
As marcas retiradas do mercado são:
- Azeite de oliva SERRANO (importadora: INTRALOGÍSTICA DISTRIBUIDORA CONCEPT LTDA – CNPJ irregular);
- Azeite extravirgem MÁLAGA (importadora: CUNHA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA – CNPJ inconsistente);
- Azeite extravirgem CAMPO OURIQUE (importadora: JJ COMERCIAL DE ALIMENTOS LTDA – CNPJ encerrado).
Segundo a Anvisa, os produtos foram reprovados em análises do Lacen-RJ (Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels) e não possuem registro válido na Receita Federal, indicando possível clandestinidade.
Riscos à saúde
Azeites com origem desconhecida podem conter adulterações, como mistura com óleos vegetais de baixa qualidade ou contaminantes. O consumo desses produtos pode trazer riscos à saúde, desde alergias até problemas digestivos e nutricionais.
O que fazer se você tem esses produtos?
A Anvisa orienta:
- Não consuma os azeites das marcas listadas;
- Comunique a Vigilância Sanitária local para recolhimento;
- Descarte o produto se não houver postos de coleta próximos.
Fiscalização em série
Esta não é a primeira vez que a Anvisa age contra azeites irregulares. Desde 2024, dezenas de marcas foram proibidas, muitas com rotulagem falsa ou importadoras fantasmas. A medida é resultado de uma operação conjunta com o Ministério da Agricultura (Mapa) para combater fraudes no setor.








