Medidas publicadas no Diário Oficial da União também incluem apreensão de óleo de avestruz falsificado, suplemento com babosa, cosmético irregular e proíbe falsificação de toxina botulínica. Confira a lista completa dos itens afetados.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União (DOU) uma série de medidas que determinam o recolhimento, a proibição e a apreensão de diversos produtos, incluindo itens de marcas conhecidas, devido a problemas que vão desde contaminação microbiológica até falsificação e irregularidades sanitárias. As resoluções, assinadas pela Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, visam proteger a saúde da população. As ações são referentes aos dias 25, 26 e 27 de novembro de 2025.
1. Sabões Líquidos Ypê: recolhimento por contaminação bacteriana
A Anvisa determinou o recolhimento de lotes específicos de sabões líquidos para roupa da marca Ypê, fabricados pela Química Amparo Ltda. (CNPJ 43.461.789/0001-90). A decisão foi tomada após a própria empresa detectar, em suas análises, a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa nos produtos.
Além do recolhimento, foi determinada a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso dos lotes afetados. A Anvisa orienta os consumidores que possuírem unidades desses lotes a entrarem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa.
Os produtos e lotes que devem ser recolhidos são:
- LAVA ROUPAS LÍQUIDO YPÊ EXPRESS: lotes 170011, 220011, 228011, 203011, 181011, 169011, 169011, 205011 e 176011.
- LAVA ROUPAS LÍQUIDO TIXAN YPÊ: lotes 254031 e 193021.
- LAVA ROUPAS LÍQUIDO YPÊ POWER ACT: lotes 190021, 223021 e 228031.

2. Cosmético irregular para cabelo é proibido
Todos os lotes do produto SMART HAIR MICRO – SMART GR, da empresa Klug Indústria Química e de Cosméticos Ltda. (CNPJ 39.237.158/0001-15), foram alvo de recolhimento e proibição. A Anvisa constatou que o item foi registrado como cosmético de forma irregular, pois suas características induzem o usuário a um “uso invasivo”, ou seja, além da camada superficial da pele e cabelos, o que não é permitido para essa categoria de produto.
Além do recolhimento, estão proibidas a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso do SMART HAIR MICRO – SMART GR.

3. Lote Falso de Toxina Botulínica Dysport é apreendido
A Anvisa determinou a apreensão e a proibição da comercialização, distribuição e uso do lote P08190 do medicamento DYSPORT (toxina botulínica). A medida foi tomada após a Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., detentora do registro do produto, informar à agência que as unidades desse lote não foram produzidas ou importadas por ela, caracterizando uma falsificação.
A empresa alertou ainda que o produto falsificado apresenta dimensões diferentes no rótulo e no frasco em comparação com o produto original.

4. Propaganda de Medicamentos Manipulados é barrada
A empresa Guedes e Paixão Ltda. (CNPJ 16.928.871/0036-30) foi proibida de divulgar todos os seus medicamentos manipulados que eram anunciados no site da Drogaria Minas Brasil. A prática de anunciar medicamentos manipulados ao público é vedada pela legislação, que permite apenas a manipulação de fórmulas individualizadas para cada paciente, conforme prescrição médica ou odontológica.

5. Óleo de Avestruz Falsificado e Suplemento com Babosa são apreendidos
Em outra ação, a Anvisa ordenou a apreensão e proibição do Óleo de Avestruz da marca Gold Green, comercializado pela empresa Nutri Gyn Produtos Naturais Ltda. (CNPJ 20.485.084/0001-08). A medida foi tomada após a fabricante citada no rótulo, a Alemed Nutracêutica Indústria e Comércio Eirelli, denunciar que não produziu o item, caracterizando falsificação. Estão proibidas a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso do produto.

No mesmo ato, foi determinado o recolhimento e a proibição do Suplemento Alimentar de Vitaminas C e E com Extrato Natural de Aloe Vera, da NS Produtos Naturais Ltda. O produto foi considerado irregular por dois motivos: a presença de Aloe Vera (babosa), um constituinte não autorizado em suplementos alimentares no Brasil, e a ausência da identificação de origem na rotulagem.










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